quinta-feira, setembro 29, 2005

Sistemas de drenagem torácica

Esta noite, a convite da Enf. Lúcia Worma da Silva qué é a responsável pela Educação Continuada de Enfermagem do Hospital do Círculo, apresentei uma palestra sobre Sistemas de Drenagem Torácica. É um assunto simples para o cirurgião, porém é repleto de mitos para quem não lida com o tórax. Na realidade é bastante divertido poder discutir anatomia, fisiologia e "física" das pressões torácicas. Espero ter contribuído para esclarecer como tratar os drenos torácicos.

CASO 22 - Pneumotórax espontâneo primário




CASO 21 - Bronquiectasias de LIE

"Quando começo a tossir e escarrar tenho nojo de mim"






Lobo inferior esquerdo


Área de brônquios grosseiramente dilatados

CASO 20 - Bócio com extensão intra-torácica

Compressão de via aérea discreta, disfagia e desconforto cérvico-torácico.


Acesso cervical


Bócio colóide multinodular

CASO 19 - Pneumonectomia em sepse

TBC ativa em pulmão direito destruído e infectado secundariamente: abscessos. Falência orgânica progressiva a despeito do melhor esforço clínico: perda de função renal, instabilidade hemodinâmica/vasopressor/ventilação mecânica. Indicada pneumonectomia. Trans-operatório muito trabalhoso devido ao espessamento pleural, sem clivagem com a fáscia endotorácica e com o mediastino. Voltando à UTI apresentou instabilidade inicial, recuperando padrões por algumas horas mas logo piorando muito: vasopressores em altas doses. PCR 2 vezes e óbito, aparentemente por não suportar a sepse do ponto de vista cardiovascular. Você concorda com a indicação cirúrgica?










Carapaça


Pulmão


Cavidade em lobo superior

sábado, setembro 17, 2005

CASO 17 - Hérnia diafragmática à direita

Todo o fígado, ângulo hepático e parte do transverso dentro do hemitórax direito. Defeito circular de 8 a 10 cm no centro tendinoso. Tosse e dor em hemitórax posterior e em ombro direito.


Rx 2001


Rx 09/2005






Visão à toracotomia


Após redução


Defeito fechado por reparo primário


Cavidade livre

CASO 16 - Pectus excavatum





segunda-feira, setembro 05, 2005

CASO 15 - Empiema - 9 meses

Masculino, 9 meses, BCP bilateral em tratamento e evoluindo para derrame à direita. Pneumatocele (?) em terço superior à direita e pulmão esquerdo hepatizado. Admitido em sepse, com dreno à direita. Rx de controle apresentou coleção em base do hemitórax direito, septada à ecografia. Hemitorax esquerdo sem coleção à ecografia. Realizada videotoracoscopia:
*Empiema fase II
*Cavidade rota e necrótica em segmento anterior do LSD
Realizado debridamento, limpeza e drenagem.
Acompanharei: perspectiva de segmentectomia anterior direita conforme evolução.




sábado, agosto 20, 2005

CASO 14 - Equipe


Uma pausa para dizer que equipe é tudo. Melhor do que fazer o que se gosta é fazer bem acompanhado. Aproveito para apresentar meus grandes amigos, de todos os dias, que enfrentam problemas grandes e pequenos, sucessos e insucessos e que se ajudam incondicionalmente;...coisa rara hoje em dia. É por isso que valem o peso em ouro!
Esquerda para direita: Dr. José Carlos Dal Ponte, Dr. Jordão Andrade, Dr. Darcy Ribeiro Pinto Filho.

CASO 13 - Dilatação esôfago-gástrica





A cirurgia da neoplasia de esôfago é uma das atividades que mais me motiva. Tanto motiva que continuo operando a despeito de todas as complicações que o procedimento pode apresentar. Quando, porém, um paciente evolui sem intercorrências, a gratificação supera toda a angústia que as dificuldades podem trazer. A prática leva à redução das complicações e, como diz o ditado, só não tem complicação quem não opera! Ou ainda, se você não tem complicações provavelmente está operando pouco! E uma das complicações é a estenose da anastomose esôfago-gástrica cervical; com ou sem fistulização. Tentei encaminhar para dilatação, porém a abordagem do endoscopista clínico, pelo fato de não ter operado, tende a ser mais conservadora. Decidi, então, passar a manejar este carma! Hoje eu dilato utilizando, se necessário, um endoscópio, para guiar um tubo oro-traqueal. Inicio utilizando tubo de 5.0 mm para avançar sobre a área de estenose. Em seguida retiro o tubo com o balonete inflado. Vou aumentando progressivamente o calibre do tubo até chegar ao 9,5 mm, sempre retirando o tubo com o balonete inflado. Não rompi nenhuma anastomose, até agora...

Assustador? Pode crer.

Atualmente tenho construído a anastomose cervical em 2 planos: um plano somente mucoso, com vicryl 4-0 e um plano somente músculo-seroso, com seda 4-0. Fica muito bom e, creio, a incidência de fístula ou estenose deve reduzir bastante.

Outro comentário é o que o Francisco, residente do segundo ano do glorioso Hospital N. Sra. Conceição, me passou. Fazer EDA aos 30 dias de alta, para romper a fibrose em fase incipiente e reduzir a chance de estenose. Boa! Um abraço ao pessoal do Conceição, em especial ao Chefe Rosenberg!

sexta-feira, agosto 19, 2005

CASO 12 - Empiema e SIDA




BCP de evolução arrastada em imuno-deficiente, complicada por empiema fase II. Tratamento por videotoracoscopia e debridamento. Pulmão parcialmente expansível ao término do procedimento. Ocupação do espaço pleural obtida com aplicação de aspiração contínua no sistema de drenagem.

Demorei para postar porque estava montando o site da SOCITORS. Visite: socitors.blogspot.com.

quinta-feira, agosto 11, 2005

CASO 11 - DPOC e Enfisema bolhoso








DPOC severo/Enfisema complicado por pneumtórax hipertensivo à direita. Tratamento inicial por descompressão com abocath 14 em sêlo d'àgua. Drenado o tórax a seguir. 10 dias depois, dreno borbulhando. Toracotomia lateral com bulectomia (LSD).